O macramê paraibano está entre os trabalhos brasileiros apresentados em Portugal na exposição “O Mundo Bordado à Mão”, inaugurada no dia 4 de setembro, durante a primeira edição da Bienal Internacional de Artes e Ofícios, em Castelo Branco.
A exposição reuniu trabalhos provenientes de diferentes municípios, além de peças do Brasil e de Cabo Verde, e integrou a programação do primeiro dia da Bienal, realizada entre os dias 4 e 5 de setembro no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.


A participação da Paraíba faz parte das ações do Programa do Artesanato Paraibano (PAP) no encontro.
A presença da produção paraibana na exposição acontece em um contexto de aproximação entre João Pessoa e Castelo Branco. As duas cidades são geminadas e integram a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria de Artesanato e Artes Populares.
Durante a Bienal, a gestora do PAP, Marielza Rodriguez, apresentou a experiência do estado na mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”.
Segundo Marielza, a Paraíba levou para o encontro coleções desenvolvidas com inovação e design no artesanato paraibano.
Para Marielza, a incorporação de inovação e design pode contribuir para preservar técnicas transmitidas entre gerações e, ao mesmo tempo, aproximar as peças de novos públicos.
A gestora também destacou a relação construída com Castelo Branco e a possibilidade de levar para a Paraíba experiências desenvolvidas no município português.
A exposição “O Mundo Bordado à Mão” foi inaugurada no primeiro dia da Bienal, após a programação dedicada ao Bordado de Castelo Branco, e recebeu uma visita guiada ao Museu dos Têxteis (MUTEX).
Além da produção brasileira e cabo-verdiana, a mostra reuniu trabalhos de diferentes municípios portugueses.
De acordo com a organização, os contatos realizados durante a exposição já despertaram o interesse de outros municípios em receber a mostra, criando possibilidades de circulação do projeto e de novas relações de cooperação institucional.
Para Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal, o encontro também reforça a intenção de ampliar a projeção do artesanato local e criar novas oportunidades para o setor.
A primeira Bienal Internacional de Artes e Ofícios reuniu participantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde em uma programação que passou por patrimônio, artesanato, inovação, economia criativa e cooperação internacional.
Para a Paraíba, a participação em “O Mundo Bordado à Mão” coloca o macramê e outras produções artesanais do estado em contato com diferentes experiências e territórios ligados às artes e ofícios.
A exposição permanece aberta ao público até 4 de outubro, em Castelo Branco, reunindo peças que apresentam diferentes técnicas e modos de fazer. Entre elas, está o macramê produzido na Paraíba, que agora passa a integrar uma exposição internacional dedicada ao trabalho manual e à ligação entre criação e território.