Criada em 2017 por Dorot Ruane, em Campina Grande, a Casa da Baixa Costura é um coletivo artístico que reúne pessoas trans, travestis e artistas paraibanes em torno de moda, performance e cultura ballroom. O nome carrega a provocação que orienta o trabalho: se existe alta costura, existe baixa costura. É no reaproveitamento de materiais e na criação coletiva que a Casa constrói uma identidade autoral paraibana.
A primeira semana concentra a formação em moda. Nos dias 14 e 15, às 18h, acontecem as oficinas de costura e transmutação têxtil, conduzidas por Princess Jordana Baixíssima e Luci Baixíssima, voltadas à criação a partir do reuso de materiais. No dia 16, também às 18h, Maya Oliveira ministra a oficina de estamparia manual. A segunda semana vira o corpo para a performance: no dia 24, Penetra 007 conduz a oficina de runway, às 14h, e Mother Ku Kunoichi, de Pernambuco, a de posing, às 16h.
A semana começa no dia 13 com um encontro virtual de abertura, conduzido por Mother Vitória 1 Milhão de Acúenda e Overall Princess Hiura Baixíssima, e se encerra no dia 25 com a terceira edição da Burning Ball, que celebra a cultura ballroom em disputas performáticas por categoria. A noite ainda traz o desfile das peças desenvolvidas nas oficinas e pocket show da cantora Bonyeva. As atividades acontecem no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, são abertas ao público e a participação nas oficinas exige inscrição prévia pelo formulário disponível no perfil @casadabaixacostura.
A Semana de Vivência tem realização da Casa da Baixa Costura, com mediação de Founding Mother Dorot Baixíssima, e apoio do FMC, da Funjope e da Secretaria da Mulher e Direitos Humanos da Paraíba. O investimento público em um projeto que articula ballroom, moda sustentável e protagonismo trans posiciona a economia criativa como política pública e reconhece a produção autoral LGBTQIA+ como parte da cena cultural paraibana.